Sylvie Vartain | Comme un garçon
15.3.10
Sexta à noite, de saída do malfadado jantar (o tal do post abaixo), colega pede-me boleia para casa. Não me apetece nada, mas vá, tenho que ser boazinha e fazer a minha BA do dia.
Estamos a descer a Duque de Loulé e o fulano lembra-se que não pagou o jantar. Ah, acho que vou voltar para trás. Vai andando.
Olha, liga a alguém e pede para pagarem a tua parte...e na segunda acertas isso.
Não, vou voltar lá. Apanho-te no carro.
Ouve lá, é uma da manhã, eu vou levar-te a casa e tu vais deixar-me sozinha, logo na rua das putas???
Já vos disse que nunca serei uma senhora?
Estamos a descer a Duque de Loulé e o fulano lembra-se que não pagou o jantar. Ah, acho que vou voltar para trás. Vai andando.
Olha, liga a alguém e pede para pagarem a tua parte...e na segunda acertas isso.
Não, vou voltar lá. Apanho-te no carro.
Ouve lá, é uma da manhã, eu vou levar-te a casa e tu vais deixar-me sozinha, logo na rua das putas???
Já vos disse que nunca serei uma senhora?
Sexta à noite, depois de uma semana mais que doida, eis-me num jantar de trabalho. Onde? Numa marisqueira chinesa. Pormenor de qualidade: com karaoke.
Atentemos no seguinte: não só já expliquei várias vezes à malta que não gosto de ver as pessoas com quem trabalho com os copos, como também manifestei esta coisa de detestar, mesmo cá das entranhas, música mal cantada e chop suey de vaca. (Detesto detesto detesto detestooooo). Mas vá, fiz um esforço por ser uma pessoa "normal-e-como-as-outras". Comidinha mal amanhada, o chinês aos gritos com a filha e soam, dali a bocado, os primeiros desafinanços do Foi em Setembro que te conheci. Acto imediato: arrumar os meus tarecos para me pirar.
Pessoa hierarquicamente superior a mim: Vais-te embora?
Modo monossilábico ligado: sim
Pessoa hierarquicamente superior a mim: tão cedo?
Modo monossilábico ligado: hum hum
Pessoa hierarquicamente superior a mim: Ah já sei! Vais pa' casa ler A Cidade e as Serras...
Modo ligação directa cérebro-boca: sabes como é, vou alternando. Numa noite é o livro, na outra é o vibrador...
Nunca serei uma senhora.
Atentemos no seguinte: não só já expliquei várias vezes à malta que não gosto de ver as pessoas com quem trabalho com os copos, como também manifestei esta coisa de detestar, mesmo cá das entranhas, música mal cantada e chop suey de vaca. (Detesto detesto detesto detestooooo). Mas vá, fiz um esforço por ser uma pessoa "normal-e-como-as-outras". Comidinha mal amanhada, o chinês aos gritos com a filha e soam, dali a bocado, os primeiros desafinanços do Foi em Setembro que te conheci. Acto imediato: arrumar os meus tarecos para me pirar.
Pessoa hierarquicamente superior a mim: Vais-te embora?
Modo monossilábico ligado: sim
Pessoa hierarquicamente superior a mim: tão cedo?
Modo monossilábico ligado: hum hum
Pessoa hierarquicamente superior a mim: Ah já sei! Vais pa' casa ler A Cidade e as Serras...
Modo ligação directa cérebro-boca: sabes como é, vou alternando. Numa noite é o livro, na outra é o vibrador...
Nunca serei uma senhora.
12.3.10
É a hora de:
Manter este optimismo estúpido, mesmo quando tudo me empurra para o outro lado.
Cumprir o meu único desejo para 2010: ser cuidada por quem me gosta e cuidar de quem gosto.
Parar de questionar opções.
Não mentir mais a mim mesma.
Deixar de fazer fretes.
Pagar umas férias à minha mãe.
Deixar sozinho quem quer estar sozinho. E não, os amigos não são para as ocasiões, lamento.
Abanar uma amiga em jeito de wake up call.
Dançar mais.
Tomar a tal decisão e marimbar-me para o que possam pensar. Chega de promessas e de expectativas falhadas.
Preservar-me.
Voltar ao Maria Caxuxa. E beber um copo com aquele tipo mesmo giro, de barba e cachecol que lá esteve no dia seis de Março, aí pelas duas e meia da manhã. By the way, se estás a ler isto, eu só me vim embora porque sou tímida. E parvinha, pois.
Manter este optimismo estúpido, mesmo quando tudo me empurra para o outro lado.
Cumprir o meu único desejo para 2010: ser cuidada por quem me gosta e cuidar de quem gosto.
Parar de questionar opções.
Não mentir mais a mim mesma.
Deixar de fazer fretes.
Pagar umas férias à minha mãe.
Deixar sozinho quem quer estar sozinho. E não, os amigos não são para as ocasiões, lamento.
Abanar uma amiga em jeito de wake up call.
Dançar mais.
Tomar a tal decisão e marimbar-me para o que possam pensar. Chega de promessas e de expectativas falhadas.
Preservar-me.
Voltar ao Maria Caxuxa. E beber um copo com aquele tipo mesmo giro, de barba e cachecol que lá esteve no dia seis de Março, aí pelas duas e meia da manhã. By the way, se estás a ler isto, eu só me vim embora porque sou tímida. E parvinha, pois.
reconheço-te estás adormecido
o peito muito aberto as mãos luminosas
o grande talento dos teus dentes miúdos
Há o perigo de um grito lindíssimo
quando andas assim comigo no invisível
Quando a manhã vier sairás comigo
para o espaço que nos falta para o amor
que nos falta
A aurora
está fatigada
a aurora como um rio nosso
em torno dos elevadores
(...)
Belo tu és belo
como um grande espaço cirúrgico
Porque tu não tens nome existes
A minha boca sabe à tua boca
A minha boca
perdeu a memória
não pode falar as palavras
entram no seu túnel
e não é preciso segui-las
(...)
Mário Cesariny
11.3.10
8.3.10
Três e picos da manhã, saio do Bairro Alto e apanho um táxi para ver como estão as modas pelo Lux. Ao meu lado, a minha amiga S., vítima do gin tónico, explica-me de novo as razões pelas quais continua a ser comunista. No meio do trânsito engarrafado, espreito pela janela e aceno de volta a um rapaz que passa. O outro que vinha com ele a pé, pára, aproxima-se e diz-me Bem, mas que olhos... Deixa-me dar-te um beijo na boca. Virei a cara e dei uma gargalhada com a S. E foi só mesmo isso que tive tempo de fazer: numa de fracção de segundos, abriu a porta do táxi e beijou-me.
És mesmo parva. Podias tê-lo deixado fazer o queria. Qual é a piada de um beijo na cara? E era giro ainda por cima, indigna-se a S.
'Tou, Manel, epá tenho uma pa te contar que nunca me tinha acontecido. Então não é que 'tou a levar duas raparigas para o Lux e há um gajo que me abre a porta do táxi, para dar um beijo a uma delas? 'Tá tudo doido nesta terra, conta o taxista, meio passado com o episódio.
Eu? Ainda não consegui apagar este sorriso estúpido.
És mesmo parva. Podias tê-lo deixado fazer o queria. Qual é a piada de um beijo na cara? E era giro ainda por cima, indigna-se a S.
'Tou, Manel, epá tenho uma pa te contar que nunca me tinha acontecido. Então não é que 'tou a levar duas raparigas para o Lux e há um gajo que me abre a porta do táxi, para dar um beijo a uma delas? 'Tá tudo doido nesta terra, conta o taxista, meio passado com o episódio.
Eu? Ainda não consegui apagar este sorriso estúpido.
5.3.10
1.3.10
Cenário: Jardim das Amoreiras
Personagens: eu, três colegas de trabalho e um amigo delas
Origem do episódio: a cadela
Colega apresenta amigo giro e possivelmente interessante. Cadela chega e cheira as minhas pernas, ao que lhe faço uma festa Então cá estás tu. Já não te via desde aquele banho valente que me deste no Verão, sua safada. Amigo da colega, pensativo Deu-te banho? Tom absolutamente normal: Sim, saíu a correr ali do lago, veio para cima de mim e molhou-me toda. Cadela aproxima-se do amigo da colega aparentemente ofendido. Amigo da colega assim a dar para o irritado Tens a certeza que era mesmo ela? Sorriso encavacado Sim, quer dizer, eram duas cadelas a correr que nem doidas jardim fora. Mão do amigo da colega em cima da cadela Era a outra, de certeza. Sim, porque a Maçã não gosta da água do lago. Maçã, anda cá. Olhos esbugalhados Ah a cadela é tua... Pensamento interior não verbalizado graças a deus nosso senhor (A cadela é tua. E... chama-se Maçã???????)
Personagens: eu, três colegas de trabalho e um amigo delas
Origem do episódio: a cadela
Colega apresenta amigo giro e possivelmente interessante. Cadela chega e cheira as minhas pernas, ao que lhe faço uma festa Então cá estás tu. Já não te via desde aquele banho valente que me deste no Verão, sua safada. Amigo da colega, pensativo Deu-te banho? Tom absolutamente normal: Sim, saíu a correr ali do lago, veio para cima de mim e molhou-me toda. Cadela aproxima-se do amigo da colega aparentemente ofendido. Amigo da colega assim a dar para o irritado Tens a certeza que era mesmo ela? Sorriso encavacado Sim, quer dizer, eram duas cadelas a correr que nem doidas jardim fora. Mão do amigo da colega em cima da cadela Era a outra, de certeza. Sim, porque a Maçã não gosta da água do lago. Maçã, anda cá. Olhos esbugalhados Ah a cadela é tua... Pensamento interior não verbalizado graças a deus nosso senhor (A cadela é tua. E... chama-se Maçã???????)
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