8.5.10
O jornalismo e o estado laico #1
Estava a subir a serra e começaram a cair-me as unhas dos pés, peregrino a caminho de Fátima. Numa peça da SIC.
Mas vou ficar só um bocadinho a ver o que está a dar neste canal
Daqui
Arrumar as coisas aqui em casa
Ir ao super (com um pêssego e uma laranja no frigorífico é difícil cozinhar seja o que for)
Passar pelo sapateiro e pela lavandaria
Pedir a factura na Fnac (o que implica ir ao Colombo e só isso já me faz caracóis no estômago)
Pagar a conta do gás
Pôr a maldita bicicleta fixa na bagageira e levá-la à matriarca
Terminar a pesquisa para o trabalho
Jantar com os três estarolas
7.5.10
No estúdio ensaiava-se para as gravações do programa e cá fora esperavam-se os convidados. Jornalistas, fotógrafos, assistência, a marabunta do costume.
Queres um?
Não, obrigada, não fumo.
Não fumas? Mesmo estando neste meio?
Pois, é verdade.
Mesmo estando "neste meio", não planeio alguma vez olhá-lo como a última Coca-Cola do deserto. Por isso, não fumo, não snifo coca, não me enrolo com trezentos fulanos diferentes. Quando muito, bebo uns valentes copos e vou toda torta para casa.
Obrigada, mãezinha.
6.5.10
Manifesto anti-laboral
Esta merda é só e apenas trabalho
Tra
ba
lho
t r a b a l h o
o h l a b a rt
t r a b a l h ot r a b a l h ot r a b a l h ot r a b a l h ot r a b a l h ot r a b a l h ot r a b a l h o
BASTA PUM BASTA!
5.5.10
Digam-me, a sério
O que raio ganham as pessoas que fazem uma auto-estrada inteira na faixa do meio? É mais rápido? É mais quentinho? É pla cena da virtude e yada yada?
4.5.10
Em vez disso, estive na fila para renovar a porra do Lisboa Viva
Coisas que se podem fazer em uma hora:
Almoçar
Dormir uma sesta
Beber morangoskas
Almoçar
Dormir uma sesta
Beber morangoskas
Ligar a música e tomar um ganda banho
Ir às massagens
Ler outra vez aquelas passagens que ontem ficaram a meio e anotá-las
Passear no jardim
De volta a casa, parar o carro e ir molhar os pés à praia
3.5.10
Geografia sentimental
Depois do vinte e cinco de Setembro de dois mil e nove, vieram máquinas para derrubar aquilo tudo. A mim soou-me sempre a algo metáfórico, quase um sinal do Universo e deixei de lá passar. Os meus dias ganharam outras paisagens, outras caras e uma rotina entre Santos e a Rua de S. Bento.
Hoje, de cabeça embalada pla música, deixei-me ficar e fui até ao fim da linha. Já estava atrasada e o 758 quase a arrancar para a Rua do Alecrim. Então, fiz o que me ensinaste: fui ver os barcos e o rio. As coisas por ali estão diferentes, puseram flores e árvores e há bancos de muitas cores para sentar.
Empoleirada no muro, fui despedir-me de ti ao Cais do Sodré. Pareceu-me um bom ponto de partida.
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