7.1.11

Este blog

está a descer
de
nível.

A história lá para trás não interessa

porque a cena mesmo foi esta: enrolei-me com um tipo. Às pessoas que me conhecem e estão a ler isto: espero que a esta horinha já estejam no site do Correio da Manhã a actualizar-se.

Continuando, enrolei-me com o tal tipo. Não esperava pétalas de rosa nos lençóis, nem declamação de poemas no momento pós-coiso. Mas digamos que Queres ir para a sala jogar ping-pong na Wii? é bem capaz de ser o momento surreal do ano.

E estamos em quê, Janeiro?

4.1.11

Deixem-me só

ter um blog de gaja por mais uns dias. 

Parei com a psicoterapia e só volto ao homeopata no final do mês. De maneiras que é isto ou libertar o Dexter que há em mim.

Are you sure you want to shut down your libido?

Olá minha linda.


Usar possessivos + petit noms ainda a gente mal se conhece.


Are you sure you want to shut down your libido?

Posso ligar-te às 22h30?


Control freak barra picar o ponto.




Are you sure you want to shut down your libido?

Moras em Massamá? E o PPC é teu vizinho lá no condomínio?
...Não faço ideia.

Faltinha de sentido de humor.


Are you sure you want to shut down your libido?

Recebes-te a minha sms?

Erros de ortografia.


31.12.10

Estava aqui por casa

a preparar as coisas para mais logo e a pensar se abria já o Murganheira ou se esperava.

Tenho que contar.

No meio da conversa e com uma dose basta de deixa-ver-no-qu'isto-dá lá aceitei o convite dele para jantar. Fomos aos Arcos e, logo à porta, toda a bazófia do Achas isto caro? Havias de ver o sítio onde fui outro dia com os directores da empresa, isso sim me caíu um bocado mal.
Entrámos, a mesa encheu-se de pão torrado com manteiga, sapateira e ainda eu não tinha tirado o meu casaco, já ele estava a atacar aquilo tudo.
Comentávamos as notícias e a coisa foi parar à política e aos partidos. Má escolha para um primeiro encontro, sobretudo quando depois de eu atirar a minha alarvidade Não achas ridículo que partido tal tenha esta posição sobre a homossexualidade e o seu líder seja gay?, começo a ouvir do outro lado Não acho. Nada contra esse tipo de pessoas, mas essas degenerescências que afectam o núcleo de família tradicional têm que ser combatidas. Não podemos deixar as nossas crianças crescer com modelos desses e Deixei de ouvir. Armei-me outra vez em parva O quê? Agora vais dizer-me que vais às touradas. Previsível Olha que gosto. Vou com o meu pai que é bastante amigo do Bom, podia ser impressão minha. Lulas para ele, linguado para mim (a jurar já que, pardon my french, seria o único da noite) e pergunto-lhe como corriam os negócios na área dele. Eram umas 22h00. Às 23h30 ainda estava a ouvi-lo, sendo que de mim só saíu um Mandamos vir mais uma garrafa? Não era impressão minha.
Queres que te leve ao carro? Não, prefiro ir sozinha. Boa noite e obrigada pelo jantar. 

A minha resolução para 2011? Parar de aturar estas merdas. Não perco nada? Não. Mas ganho o quê? 

Bom ano a todos.

30.12.10

Tempo de antena

Logo a seguir, com 18, seria mestre em "capacidade ininterrupta de escutar esteticistas enquanto a pele das virilhas me é arrancada com cera de chocolate"

Não me agradeçam os detalhes. My pleasure.

Tempo de antena

Devia haver uma especialização qualquer em "capacidade ininterrupta de escutar gente egocêntrica em ocasiões sociais".

Garanto que tirava 20.

28.12.10

Planos?

Tomar um banho demorado, fazer um ganda jantar com música e vinho à mistura, ir à janela ver o fogo de artifício por cima da Marginal e cair na cama. 
Depois de tanta gestão complicada e sofrida - quando não foi do cu, foi das calças ou, ao meu melhor jeito, foram os dois em simultâneo - nada me deixa mais feliz e leve do que saber que me posso dar ao luxo da simplicidade.

2011: just bring it on.

A japonesinha do 758

Traz um casaco dois tamanhos acima. É velhota e usa uma peruca preta, presa com ganchos.
O ritual é sempre o mesmo: chega à paragem, pousa um saco cinzento da "Rodrigues Tours" e tira do bolso um papel onde já consegui ler "758 - Sete Rios". Entra, mostra-o ao motorista e senta-se, atenta, de bilhete na mão. 
Hoje, depois duma travagem do caraças ali no Rato, sorriu-me. Por detrás das lentes ficaram apenas dois traços fininhos, sem pestanas.

Uma vez apanhei um na praia de Carcavelos que se chamava Limão

Quatro patas pretas e um par de botas lá ao fundo.
Anda, vá, já estou atrasada.
A coleira vermelha vira a cabeça e continua na direcção oposta.
Mas tu não me ouviste?
O andar pachorrento de quem não tem pressa dá a resposta.
Aqui! Junto! Aqui! 
Passo mesmo ao lado dele, já perto da estação, e levo com o focinho nos pés: toda uma investigação de quem sou eu, por onde ando, gosto de bichos ou não. Entendidos que estamos, eu encolhida no cachecol, ele no horário contrariado, vejo que as botas continuam à espera.
Anda. Quantas vezes já te disse que para passearmos de manhã tens que te portar bem? És impossível, Freud. Freud, Freud, aqui!

27.12.10