26.1.11

Filhos da mãe

dos bancos. Se uma pessoa adormece em serviço tá bem fornicada.

Bom dia. Estou a ligar por causa do útimo extracto que me foi enviado.
Antes de continuarmos tenho que lhe fazer algumas questões de segurança.
Ok.
A sua morada completa, por favor.
Blablabla.
O seu número de contribuinte.
Três mil novecentos e vinte sete
A sua password para o apoio ao cliente.
Tenho uma password para isso? Não me lembro.
Tem, sim. Não há problema. O seu telemóvel.
Yadayadayada.
O seu e-mail.
janaohapacienciaparaisto@matem-setodosdepressinha.com
O número de telefone do seu local de trabalho.
Blablabla (Será que tammbém querem saber a minha copa de soutien?)
E por último, se não se importa, a sua data de nascimento.
Dez do seis de mil e nove e sententa e oito.
Portanto a sua dúvida estava relacionada com o último extracto, correcto?
Sim. Paguei no MB cento e dezassete euros no dia trinta de Dezembro e esse mesmo montante foi-me debitado no dia quatro de Janeiro.
Muito bem. Isso aconteceu porque os pagamentos MB têm que ser feitos com uma antecedência de cinco dias em relação ao prazo-limite. Como isso não aconteceu, o nosso sistema cobrou-lhe esse valor de que agora pode usufruir e no próximo excerto fazemos o acerto.
... Certíssimo, mas eu agradecia que mo devolvessem. 
Isso é possível, claro. Juntamente com esse valor, e como paga sempre a cem por cento, ainda lhe podemos creditar não sei quantos mil euros a não sei quantos por cento.
Não estou interessada, muito obrigada. Só quero mesmo o meu dinheiro de volta. Podem por favor avisar-me por e-mail quando tudo estiver ok?
Infelizmente isso não faz parte do nosso procedimento. Terá que aceder à sua conta on-line e verificar. Já fez o login e tem a password?
Olhe, fazemos assim: na próxima segunda, se o dinheiro não estiver na minha conta, vou aí pessoalmente falar com o responsável directo do balcão e aproveito para entregar a minha reclamação por escrito.
Eu próprio vou encarregar-me de lhe telefonar quando o processo estiver confirmado. Já pus uma nota e tudo aqui para não me esquecer.
Obrigada.
Posso ajudar em mais alguma coisa?

25.1.11

É muito diferente

A pessoa para a função
da
função para a pessoa.

E por muito que explique essa merda e bata no ceguinho, são poucos ainda os que perceberam que eu não sou tapa-buracos. Foda-se.

24.1.11

4 anos

A chave do 1º andar tem um jeito especial.
A máquina do café faz aquele barulho quando está quase a ficar sem água.
O soalho do corredor cede no pedaço final, junto ao cesto da reciclagem.
A cadeira da sala de reuniões tem as costas soltas.
A vizinha do 2º aspira às quintas de manhã.
E as empadas da mercearia são melhores que as do quiosque.

Está na hora de mudar.

20.1.11

122:09

Mas quem é que no seu perfeito juízo desperdiça tanto tempo útil de vida a ler isto? Oh senhores.


19.1.11

Eu queria

fazer uma word cloud em torno da palavra fellatio, tal é quantidade diária que se pratica aqui no pardieiro em que trabalho. Google ponto com ---->fellatio e descubro todo um novo mundo ---->The fellatio fallacy.

Tenho coisas para ler. Be right back.

13.1.11

Eu até podia

pôr aqui uma foto minha de mil nove e noventa e três, com os óculos de massa rosa e corrente a condizer, o kispo que me fazia parecer uma chouriça das Beiras e as minhas calças de ginástica preferidas (com elástico para prender no calcanhar). Só numa de estabelecer o contexto para o jantar de mais logo: encontro com um colega de secundário que era o geek da turma e agora virou jurista-emancipado-daqueles-que-faz-férias-na-neve. Vamos pôr a conversa em dia, 'tás tão diferente que nem te reconhecia. Tens que me contar o que fazes da vida.


Tenho? Ai, eu.

12.1.11

Momento zen

Fechar os olhos, morder a boca toda por dentro para não dizer porcaria, ouvir o Common People em altos berros, bater o pé c'os nervos.

E pensar em fadas, coelhos anões e golfinhos.


11.1.11


Weather report

Esqueçam lá as reflexões metafísicas. Depois da bonita reunião laboral desta manhã, estou a pensar seriamente em dedicar-me ao putedo.

Isso sim, vai merecer todo o meu empenho.

10.1.11

Havia qualquer coisa ali que me incomodava muito. Dormi mal nas noites que se seguiram ao telefonema, mas ainda assim insisti e fui. Enquanto tomávamos café e ouvia a conversa daquela pessoa ali mesmo à minha frente, percebi o que nela me deixava tão desconfortável: o desencanto, as questões mal resolvidas, os amargos da vida, o estar mal na sua pele. Era eu. Era o mais claro reflexo do que fui nos últimos dois anos. (Do que sou?)

Vou para dentro por um bocadinho. Tenho que apanhar a ficha e tudo o resto que me caíu ao chão.

A minha juventude

(Para o F.)

Na minha juventude antes de ter saído
Da casa de meus pais disposto a viajar
Eu conhecia já o rebentar do mar
Das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de Maio era tudo florido
O rolo das manhãs punha-se a circular
E era só ouvir o sonhador falar
Da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
E havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder duma criança
Entre as coisas e mim havia vizinhança
E tudo era possível era só querer


Ruy Belo

7.1.11

Este blog

está a descer
de
nível.

A história lá para trás não interessa

porque a cena mesmo foi esta: enrolei-me com um tipo. Às pessoas que me conhecem e estão a ler isto: espero que a esta horinha já estejam no site do Correio da Manhã a actualizar-se.

Continuando, enrolei-me com o tal tipo. Não esperava pétalas de rosa nos lençóis, nem declamação de poemas no momento pós-coiso. Mas digamos que Queres ir para a sala jogar ping-pong na Wii? é bem capaz de ser o momento surreal do ano.

E estamos em quê, Janeiro?

4.1.11

Deixem-me só

ter um blog de gaja por mais uns dias. 

Parei com a psicoterapia e só volto ao homeopata no final do mês. De maneiras que é isto ou libertar o Dexter que há em mim.