12.10.11

De volta à escola primária

Prós:
não é lindo de morrer, mas tem aquele something que me deixa curiosa
olhos verdes
sorriso bonito
tímido
educado

Contras:
trabalha duas salas ao lado da minha e comer a carne onde se ganha o pão é coisa que não aprecio
sou uma naba e, em vez de fazer qualquer coisa, armo-me em desinteressada

Querida Maria, o que devo fazer?

11.10.11

A vida é boa

Cabo da Roca,  08.Out.2011

7.10.11

É o problema do Verão em Outubro:

devia andar quietinha com o cair da folha, mas este calor baralhou-me as hormonas e é o reboliço total até mais tarde.
As minhas desculpas a todos os vizinhos que o fazem (ainda que sem asneiras ou cenas kinky) dentro das horas aprovadas plo condomínio, mas eu nessas aproveito a tarifa bi-horária pa pôr a roupa a lavar.

Olá, bom dia, sou a tua libido

Ao dono do belo rabo e belas pernas e belas costas e belos ombros - por esta ordem de análise - que estava à minha frente no MB: desculpa a minha cara de parva quando me sorriste. Estive a modos que morta durante uns anitos e ainda não controlo bem os espasmos faciais quando vejo um homem que me dá vontades e ganas.

4.10.11

A última semana em números

Média de 2h dormidas por noite = 14h de sono em vez das supostas 56. Ok, durmo no comboio e no autocarro, mas não conta.

10h de trabalho diário que o meu muy amado horário flexível me tem proporcionado dão 70 em oferenda ao patronato, às quais junto incenso e flores orientais, oh gratidão suprema - om shanti shanti om - por serem o pão pa boca da menina nestes tempos de crise que vivemos e, em não querendo, é ir embora que há mais quem queira.

4 refeições decentes. Tudo o resto tem sido na base da preguiça: iogurtes, fruta, muesli, torradas. Não consigo perceber se tenho fome, mas aprendi a gostar da vaca que ri - a do queijo mesmo e não a do Cavaco.

2 as vezes que liguei ao meu irmão e fui despachada. Vá, não gastes mais é o argumento que mais abomino ouvir ao telefone.

2 os amigos com problemas conjugais e que me comunicaram que iam passar uns dias lá em casa. Tudo bem, mi casa es tu casa, a sala tem vista para o mar e o chão é confortável. 1 resolveu as coisas e vai casar. O segundo também resolveu as coisas e anda enrolado com outra tipa.

1 ataque de pânico, versão hardcore.

758 as sms trocadas com a malta, gentes do trabalho, mamãe e um tipo que jura a pés juntos estar preocupado com o meu bem-estar. Sei.

3 idas à dentista.

3.10.11

o mundo é tão grande e eu aqui.

A ver um documentário sobre a vida selvagem no rio Mekong, percebi finalmente este fim-de-semana por que razão este tipo de programas me complica cos nervos:

29.9.11

Já falei aqui da minha educação musical. Andava o mundo inteiro a ouvir não sei bem o quê e nas minhas cassettes BASF 90 minutos rodavam o Brasil e a França. 
Agora que o puto da capa dos Nirvana tem 20 anos, que os REM acabaram e que os Pearl Jam têm um documentário, posso continuar a sentir-me uma perfeita atrasada mental por não perceber, nem partilhar da excitação e humidade  do resto do mundo.                      

Hey, dormi hora e meia esta noite. Deixem-me acreditar que sou de uma raça superior.

Alguém me disse que eu tinha de pensar na minha mãe e agarrar este

Podias vir almoçar comigo aqui.

Vou pois, deixa-me só apanhar o alfa e daqui a bocado tou aí.

Nah, eu mando o helicóptero apanhar-te.

Ok, então fazemos assim: já liguei ao Granadeiro e ele deixa-me ir pa pista ali em Picoas. Diz ao piloto que eu sou a gaja de fato macaco laranja, com os sinalizadores de aterragem nas mãos.

Tava a falar sério.

Eu também.

Não percebeste, o meu pai tem mesmo um helicóptero e posso pedir para te irem buscar.

Errr...

José Pedro Cortes, "Things here and things still to come"

Note to self

Não me faças muitas perguntas, mas hoje preciso de ficar em algum lado e não quero pedir a mais ninguém. Dá pa ir pa tua casa?

Claro, ficas o tempo que precisares.

Não perguntei mais nada e no final do dia fui ter com ela. Já ia na segunda caipirinha e o maço de tabaco tava perto do fim. Como sempre, disfarçou a coisa com aquela aceleração dela e eu a ouvir tudo, preocupada. Meti-a no carro, lá me arrastou para o super e atalhou para o corredor dos vinhos. Queres levar Monte Velho? Pôs duas garrafas no cesto e continuou a olhar para as prateleiras. Sacou mais uma de tinto EA e seguiu, frenética. Pão, queijo, gelado, iogurtes. Insistiu em pagar tudo.
Fiz o jantar e obriguei-a a comer. A conversa acabou por sair: as merdas do trabalho, a ida para os Estados Unidos cancelada, o casamento marcado e a pessoa que ela julgava ver no namorado e que, afinal, se revelava outra. O medo do que aí vinha.

A história não é nova e há-de repetir-se. Já a vivi, vejo-a nos que me são próximos e traz-me a confirmação de sempre (e deus sabe como preciso dela!): não há pessoas ideais, não há relações perfeitas e a porta bonita de uma casa é só isso mesmo, uma fachada.

28.9.11

Não percebo nada de negócios

Entidade patronal - Tens que ligar a fulana e dar-lhe graxa para lhe mostrar que, agora com este novo trabalho, o fee que nos pagam vale a pena.

Moi même -Tu sabes que sou má nessas coisas.

EP - Sim, mas tens que ligar-lhe e dar-lhe conversa.

Mm - Mas o fee não é para isso mesmo: para pagar o nosso trabalho? Ou seja, estamos a cumprir com a nossa parte e eles também. A graxa aqui entra porque...

EP - (Suspiro)

No need to say more


26.9.11

Não sei e não quero saber tão cedo

endoscopia matinal + anestesia bebível que deixa as pessoas semi inconscientes + mãe sexagenária dada ao bláblá fácil = filha p'ra lá de envergonhada a fingir que não a conhece de parte nenhuma.

E ainda me sai de lá toda torta, a dizer que esta coisa de nos enfiarem um tubo, sabes?, é libertadora.