31.10.11

Porra, uma semana inteira de loiça pa lavar, como é que é possível? Como é que eu prometo sempre que não deixo as coisas chegarem a este ponto e depois chegam mesmo? Agora é rezar po esquentador não tar avariado. Não tá, fixe. A esponja? Epá não me façam andar à procura da esponja. Não tinha comprado uma nova há uns tempos? Pensa, mulher, pensa. Se vires bem, tu és a gaja que mais contribui para corrigir aquela coisa do Fairy durar 8 semanas. Com tanto prato e tigela e colheres - e se estas colheres do Ikea são um valente cocó, feias, pesadonas, parecem feitas pa putos obesos ou assim - vai-se logo metade do detergente. Tenho de mudar de trabalho, a sério. Olha-me só este consolo de tar aqui a fazer uma coisa mecânica e que não envolve qualquer tipo de esforço mental. Lavar a loiça, lavar a loiça. Podia ir pa Nova Iorque lavar pratos e ter tempo para o que gosto mesmo de fazer, hum? Mais cliché que isto não há, mas era agradável. Lavar pratos, pintar paredes, aspirar, encerar o chão montada numa maquineta, trabalhar com um limpa-neves!!!! Epá, espectacular... qualquer coisa que só envolva braços e pernas. Dá-me gozo, não aturo gente pseudo, um sossego. Dar aulas já era, continuar a fazer comunicação e produção fazem-me cabelos brancos, por isso era por aí, hum? A merda é eu ter esta visão romântica das coisas, ingénua. Tanta mulherada aí já com filhos e tal, e eu nesta vida de trabalho, copos, saídas, gajos, mais trabalho, deitar às quinhentas. Um filho. Epá um filho ia mudar a minha visão das coisas, de certezinha. Devia ter um filho. Dasse, queimei-me, com esta água quase se podiam depenar patos!! É. Um filho e parar de acumular loiça, devia comprometer-me com estes objectivos. Olha, a esponja velha, cá está. A ver se ponho ali na lista de compras: luvas de borracha. Da Vileda. Estas tão todas rotas. Filho, menos loiça, luvas da vileda. Check.

27.10.11


Teimosa, sonsa, meiga, mimalha e inteligente. Vais fazer-me muita falta e nem quero acreditar que hoje à noite já não vais estar lá por casa.
Só mesmo tu para me fazeres chorar como uma Madalena, raios.

25.10.11

de que me valerei, se alma não val?

24.10.11

Imagino-a a fazer cábulas daqui a uns tempos

Curto mesmo esta coisa de trocar sms com a matriarca, enquanto ela está na Universidade: Ligo + tarde, não quero q o prof de psicolog. do idoso me apanhe a olhar para o telem.

No fundo, é isto, ó Júlio

É como ter de escolher entre o limpinho:


e o desgrenhado:


Obviamente prefiro o segundo.
O Júlio acha que não me aproximei o suficiente dos homens de Mogadouro para lhes poder topar a pinta. Caro, eu explico: não tem a ver com o factor surpresa ou com as capacidades argumentativas dos mesmos, mas apenas com o lado físico e estético. Para quem, como moi même, está farta de ver tipos de sobrancelhas arranjadas e que demoram mais tempo na casa-de-banho do que eu, foi agradável ver a boa e velha testosterona em estado puro.

21.10.11

20.10.11


Quero uma Triumph Bonneville SE 2 Tone. Vamos acreditar que 1.º não saber andar de bicicleta e 2.º ser uma maricas e ter medo de cair, não são impeditivos de nada.

Reuniões: questões fundamentais

Como é que se terão sentido os Cavaleiros da Távola Redonda a ouvir Artur e Gawain falar sobre o Santo Graal? 

E os discípulos, na Última Ceia, enquanto Jesus discursava sobre a Morte e o Cálice da Nova Aliança?

No fundo, se repararmos bem, o modelo colou e continua a ser reproduzido nos tempos que correm: um tipo iluminado e com bons dons de oratória, explica a um bando de papalvos entediados que o que aí vem é uma coisa espectacular e vai mudar a vida deles na empresa.

Não?