Depois de uma queda, pernas esfoladas, um olho à Mike Tyson e de procurar, em plena consoada, aquele gel fresquinho para as nódoas negras da minha mãe, preciso dum whisky duplo. Sem gelo, como me disseram ontem, claro.
26.12.11
21.12.11
Post-it
Now introducing: o único ser vivo com alguma sensibilidade cá em casa.
Há as pessoas que viajam com o bicho de estimação e depois há as que viajam com o bonsai.
19.12.11
Cinco à mesa, quando já fomos o triplo, não é número que se calhar entusiasme mais um Natal de ajuntamentos e confusão, mas é conta que me faz feliz. Não há prendas. Mas há o lume aceso, eu e mamãe cozinhando e cochichando, as cadelas enroladas nos nossos pés, malta adulta a levar ralhetes porque ainda há bocado havia aqui fatias paridas e agora nem vê-las. E a certeza, a maior de todas, que "good things come to those who wait".
Bom Natal, minha gente.
15.12.11
12.12.11
A Dani Arrais partilhou este bombom que agora não consigo parar de ouvir. E de comer com os olhos. Nossa.
9.12.11
Aqueles dias em que o Universo conspira...
Sair atrasada de casa, sem tempo para o pequeno-almoço; estar a fazer a produção de um evento, escorregar e fazer uma espécie de esparregata (obrigada, cortinas do palco, por me terem segurado); entrar numa casa-de-banho e perceber que o sinal de "Professores" era mesmo para os homens e não para o corpo docente em geral; perder 45 minutos, na Marinha Grande, à procura da saída para a A1 (já arranjavam essa merdinha, não?); efeito dominó: não almoçar e comer uma sandes às 4 da tarde; andar às voltas no IC8 para achar a A23 (notamos um padrão aqui, não é? Pois. E não, não curto GPS); chegar a casa, pôr os phones, ouvir aquele sha boogie bop em altos berros e pensar:
...epá, conspira a favor, mulher. A-fa-vor.
6.12.11
Como prometido
Aqui fica o balanço ilustrado da vidinha sentimental em 2011. O photoshop é manhoso mas hey, isso é mais a praia do Prezado.
5.12.11
Em fim de tarde, relembra-me a Zozô daquela coisa espectacular dos balanços. Comecemos pois p'lo que importa reter do trabalho em 2011:
Maravilha, hein?
Amanhã, vida sentimental. Não vai ser tão fácil achar imagens, mas ocorrem-me coisas com babuínos e suricatas nervosinhos.
Matriarca dixit
Uma mulher tem a manha de sete raposas e cada raposa tem sete manhas e meia. Agora deita-lhe a conta.
30.11.11
Querido Dan
Quando te ouvi cantar o Tighten Up julguei-te mais um tipo com complexo de Peter Pan e amores de infância mal resolvidos. Depois veio o Howlin' For You e houve qualquer coisa cá dentro que mexeu e abalou pa caraças. Dei por mim a pensar que eras bem capaz de trazer o conceito de sexy para a música, até porque tu sabes, Dan, tu sabes o que se passa na cabeça de uma mulher ou não dirias coisas do estilo there's nothing worst in this world than payback from a jealous girl. Com o She's Long Gone pões-me a sonhar com o dia em que me demito e largo o fogo a este tasco pestilento.
Ontem roubei-te o El Camino (juro que vou comprar o disco mal ele saia). Fiquei meio indignada: ora porra, aquele início do Little Black Submarines é um Johnny Cash pífio e só to perdoo porque aos dois minutos partes aquela merda toda e tens, de novo, a inteligência de dizer que everybody knows that a broken heart is blind. Pões-me a dançar com o Lonely Boy, rockalhada just for fun; pões-me a pular com o Run Right Back e o Sister faz-me ter vontade de voltar aos anos 80 para subir as escadas do Capitólio a correr. Não sei se isso é necessariamente bom, mas que tem o ritmo certo, lá isso tem.
Dan, um homem que me faz sentir esta merda toda, é obviamente um homem que eu quero conhecer. Temos portanto um problema: comé? Vens a Portugal ou vais obrigar-me a correr meio mundo atrás de ti?
Até te desculpo a barbonga com que às vezes andas e tudo.
29.11.11
E na Rua da Escola Politécnica
passou uma miúda baixinha, magrinha, com roupa de ginástica pra lá de justa. O pêlo da gola do colete parecia prologamento do rabo de cavalo loiro que ela usava de lado. Pela trela puxava um Yorkshire despenteado.
Hoje, no 758
o motorista, de guedelha preta e óculos escuros, riu-se com vontade. A atravessar a passadeira, uma velhota mandava-lhe beijos com a ponta dos dedos, em jeito de agradecimento por ele ter parado.
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