Aqueles dias gloriosos na vida de uma mulher em que cabelo, depilação, mãos e pés estão em dia. As meninas que me lêem (plas minhas contas são três: a Lia, a Alexandra e a Early. Quatro com a Xuxi!) sabem do que falo.
16.11.12
Querido leitor que me acompanha desde as 09h30 da matina (hora a que eu ainda estrebuchava no duche, com a boca a saber a papel, derivado das ginjinhas que ontem bebi): gosto muito de tê-lo por cá - vai um canapé ou assim? Uma mantinha?
A sério, eu não tenho assim tanta coisa para contar. Ainda por cima hoje estou com TPM e continuo, apesar do trifene, a ter vontade de atropelar pessoas com bulldozers. Sim, plural. E é uma merda, sabe? As hormonas ficam completamente wild, como aqueles toiros mecânicos: a gente monta-as e dali a uns segundos tamos a ser tossidas dali pra fora. A TPM não se controla, controla-nos. Imagine o leitor que a TPM é como levar um pontapé nos tintins, daqueles que arrepanham tudo lá por dentro até à alma. Agora pegue nessa sensação e multiplique-a por vários dias a fio, sem que nada possa fazer.
Tão agradável.
Agora vou ali comer. Ou dormir. Ou chorar. Se calhar rir. Talvez pedir colo e mimos. Apetece-me tudo ao mesmo tempo.
15.11.12
13.11.12
E o de hoje
Comprei um tubarão e meti-o num aquário portátil. De plástico. Ao brincar com o bicho, a barbatana começou a furar aquilo e ficou cravada na minha mão.
Acordei a achar que tinha de ir às urgências. (E a julgar pelos sonhos tenho mesmo. Mas às psiquiátricas).
O sonho de ontem
A pandilha de amigos do costume, num pomar verde e enorme, cheio de sauditas mortos, enrolados em lençóis brancos.
O objectivo: arrastar os gajos pro lado para podermos continuar a fugir.
10.11.12
Talvez ela tenha razão
A ironia musical destas coisas pontuais de cama: à ida, Ain't no cure for love na voz do Cohen; no regresso, uma doida qualquer a cantar It's raining men.
Afinal de contas que tipo de pessoa é que deixa morrer flores à sede?
O que me incomodou mesmo nem sequer foi a frieza. Ou a promessa de beber tinto à lareira, quebrada em nome de umas minis ranhosas. Foi a quantidade de flores de plástico que ele tinha na sala: era proporcional às rosas secas e mortas do jardim.
8.11.12
O Esteves montou uma vivenda à beira da estrada nacional que é uma coisa inacreditável - mármore, repuxos, gárgulas aladas e grades nas janelas, não vá dar-se o caso de alguém sonhar roubar a colecção de baixelas da mulher. Vai ver dos porcos - todos amontoados num barracão, à espera de levar aquele choque silencioso no pescoço - sempre no seu topo de gama. Dizem as más línguas que banca a cem por cento o filho mais velho, um tipo perdido em putas e jogo algures pro Norte, que se esquivou a um casamento com a namorada de infância deixando-lhe, na noite anterior, uma cartinha na caixa do correio.
O Esteves apalpa as funcionárias do talho na câmara frigorífica, mas oferece-lhes fins-de-semana com tudo pago e almôndegas tenrinhas para darem aos filhos, coitadinhos.
O Esteves tem fortuna e côr de quem lhe dá bem no tinto. Só não tem quem lhe fique com o negócio quando se finar. É uma porra.
(Pedro, este é para ti :) )
Os homens e as suas calças. Os homens fumando cigarros, escondidos nos seus casacos pretos de pele.
Os ombros e os braços dos homens numa corrida matinal.
O andar dos homens a desaparecer na plataforma da estação. As mochilas que jingam nas costas duras dos homens.
Os homens e o seu sorriso e a sua franqueza e o seu olhar descomplexo e o seu abraço.
Longa vida aos homens.
Para aqueles que dizem que não tenho uma estratégia de vida
Vejamos os factos:
Tenho uma herança em terras e assim deixada pelo meu avô,
A Pirolita (a puta lá da terra) morreu,
Vou a caminho do meu sexto ano no Hades laboral e rezo todos os dias para isto expluda ou seja engolido por um void paralelo.
A solução evidente:
Volto p'ra terra, de dia ponho batatas, podo as árvores e dou farelos amassados com couve às galinhas. À noite faço broches e inicio sexualmente os filhos dos talhantes abastados lá do burgo.
Eu cá acho que é perfeito.
2.11.12
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